Walt Whitman
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Caruru de São Cosme
segunda-feira, 21 de março de 2011
21 de Março - Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
No dia 21 de março de 1960, em Johanesburgo - África do Sul, mais de 20.000 pessoas protestavam contra a Lei do Passe (que obrigava os negros portar um documento que restringia sua circulação no próprio país), foi duramente reprimida pela a polícia do regime do Regime Racista do apartheid, matando 69 pessoas e ferindo 186. Neste dia é celebrado mundialmente como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, em referência ao Massacre de Shaperville.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Festa de Iemanjá - Rio Vermelho - Salvador/Bahia


Iemanjá
Divindade das águas, tida como mãe de todos ou outros orixás. Na África, era um rio que para fugir de seu marido desembocou no mar, onde passou a viver junto de sua mãe Okun. No Brasil, é cultuada sobretudo no mar, sendo associada com outros “encantados” das águas, de origem indígena. Daí ser louvada também como a Rainha do Mar, Janaína, Mãe D´Água, Sereia, Iara, entre outras. No rito Jeje, a divindade da água salgada é Abe, representada pela estrela guia que caiu no mar. No rito angola, o mar é representado por Mãe Danda (Dandalunda ou Quissimbe). Devido à relação de Iemanjá com a maternidade, seu culto no Brasil foi aproximado ao de Nossa Senhora em suas várias louvações; mais precisamente, N.Sra. da Conceição e N. Sra. dos Navegantes.
A festa do Rio Vermelho é uma tradição mantida por iniciativa de alguns pescadores daquela localidade que se uniram como forma de não deixar que sua comemoração ou festa caísse no esquecimento como aconteceu com as das outras localidades como da Barra e da Amaralina, conforme conta Licídio Lopes, no seu livro “O Rio Vermelho e suas tradições”.
[...] Juntaram-se alguns pescadores comentando, quando um, por nome Alípio, que era apelidado Alípio Capenga (tratavam assim porque ele tinha uma perna paralítica), conversando com outros disse: Precisamos fazer uma festa para nós, não podemos ficar assim, já não podemos tomar parte nas festas do Rio Vermelho que os brancos tomaram conta. Uma hora dessa acaba, como as da Barra e de Amaralina; nós que temos responsabilidade com o Rio Vermelho, vamos fazer nossa festa separado. Os outros perguntaram: “Como?” Ele respondeu: “No dia 2 de fevereiro, que é dia de Nossa Senhora das Candeias, vamos nos organizar e dar um presente a Mãe d`Água”. Os outros aprovaram. Foi assim que nasceu a idéia do presente a Iemanjá, que hoje é uma das maiores festas populares da Bahia.
Os primeiros responsáveis pelas festas foram três pescadores: Alípio Capenga, Saturnino apelidado de Salu, e Florentino apelidado de Fulô e também Olavo e Clemente Tanajura, sendo que os dois últimos não eram pescadores, eram peixeiros, negociavam com peixe. Estes cinco, auxiliados pelos outros pescadores, conseguiram uma caixinha de papelão, cada um botou seu presente que constava de perfumes, pós-de-arroz, sabonetes, espelhos e outras coisas, botaram a caixinha dentro de um balaio, enfeitaram com muitas flores e fitas, fizeram muitos pedidos para Iemanjá ajudar, botaram no saveiro com bandeiras de papel, onde embarcaram os encarregados do presente. Outras embarcações levaram outros pescadores e as famílias, e os amigos que quiseram embarcar; foram batendo palmas, cantando sambas e soltando muitos foguetes. Quando chegaram no lugar apropriado, o saveiro que levava os presentes, que ia na frente dos outros, estancou a carreira, botaram as flores no mesmo lugar. Voltaram, chegaram em terra, fizeram um samba de roda, se divertiram até alta noite. Assim realizou-se o primeiro presente a Iemanjá no Rio Vermelho*
(*) Os primeiros presentes de Iemanjá foram realizados no bairro do Rio Vermelho, durante a década de 20.
LOPES, Licídio. Rio Vermelho e suas tradições; memórias. Salvador. Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984, página 60.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
III - Viagem do Curso de Extensão em Culturas Afro-brasileiras


II - Viagem do Curso de Extensão em Culturas Afro-brasileiras





I - Viagem do Curso de Extensão em Culturas Afro-brasileiras




Nesse final de semana, de 04 a 06 de dezembro de 2010, foi realizada mais uma viagem a Salvador e municípios do Recôncavo Baiano, orientada pelo Odeere – Órgão de Educação e Relações Étnicos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB Campus de Jequié, como parte integrante do Curso de Extensão em Culturas Afro-brasileiras.
Festa de Santa Bárbara - Salvador/Bahia

segunda-feira, 27 de setembro de 2010
CARURU DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
O caruru, servido no rigor dos terreiros, é acompanhado de preceitos que viram ações propiciatórias das divindades gêmeas que, são filhos de Xangô com Iansã ou de Xangô com Oxum, segundo mitos que permaneceram na Bahia, “Iansã só fez parir os Ibêjis, Oxum foi que os criou”, conforme informações do professor Vivaldo da Costa Lima.
Os atabaques e as palmas fazem os ritmos da festa; O caruru é colocado sobre a esteira. As crianças são convidadas a comer do caruru, e todos, ao mesmo tempo. Ritual que rememoriza fartura, ancestralidade e vida sagrada. Viagem imaginária que revela informações de um Brasil sagrado pelas permanências africanas.
(1) [...] lembrando que a palavra mabaças, significando precisamente “os gêmeos da casa”, é um termo que veio do Kimbundu, um dos falares de Angola. Babaço, para um dos gêmeos. Mabaça, para os dois gêmeos, como indica o prefixo formador do plural nas línguas bantos”. Lima, Vivaldo da Costa. Cosme e Damião: o culto aos santos gêmeos no Brasil e na África. Salvador: Corrupio, 2005, p.11.
(I) CARURU DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
(II) - CARURU DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
Alimento preparado com frinha de arroz cozida em água sem ervas nem temperos.
(III) - CARURU DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
Oyá ou Iansã, come akará (acarajé)
Oxossi e Ossain, recebem todas as frutas
